A origem desta denominação é de uma série de
Companhias de Comércio fundadas por diversos países, com a finalidade de explorar o
riquíssimo mercado das Índias.
Índias, na época, subentendia-se não só a Índia com suas estranhas
e fabulosas especiarias, mas também a China, com suas sedas e porcelanas, além de outros
países do Extremo Oriente, com suas riquezas recentemente descobertas.
Os primeiros relatos que se tem sobre as riquezas da China são do
veneziano e aventureiro Marco Polo. Depois de uma viagem que durou 04 anos ( 1271 a 1275)
pela Armênia, Pérsia, Khurasan, Planalto do Pamir e Deserto de Gobi até chegar a Pequim
(Cambaluc),que havia se tornado, em 1260, a capital do vasto império mongol, sob o
reinado de Kublai Khan.
Marco Polo permaneceu por 16 anos na corte chinesa, na corte chinesa,
com glórias e honrarias e, de volta à Europa escreveu em latim, um livro relatando as
riquezas do oriente - Livro das Maravilhas - que mesmo gerando desconfianças de seus
contemporâneas, tinha o respaldo de muitas peças trazidas no retorno a Veneza.
Os italianos Conti (1419) e Conterini (1474) e o português Colvilha
(1487) seguindo o caminho de Marco Polo, rumaram para o oriente.
Posteriormente, Vasco da Gama e Pedro Álvares Cabral (depois da
descoberta do Brasil) seguiram viagem chegando em Calicut.
Jorge Alvares, em 1513 chegou a ilha de Tamão, no estuário de Cantão,
e constatou as possibilidades deste promissor comércio.
Este comércio evoluiu com a criação, em diversos países, de
Companhias ditas das Índias Orientais, atualmente mais conhecidas por "Companhias
das Índias".
Segundo o relato dos padres Cristóvão de Gouveia e Fernão Cardim
quando de uma visita a São Mateus, perto de Porto Seguro, desde o século XVI, peças da
Companhia das Índias eram usadas no Brasil.
A cultura do açúcar, trouxe uma certa opulência para os senhores de
engenho que, ricos, encomendavam da Corte ou diretamente de Macau, os serviços de
porcelana.
Não era raro encontrar em inventários de fins do século XVI e
princípio do século XVII, objetos de porcelana.
Com a descoberta do ouro, novas fortunas foram formadas, mesmo com os
pesados impostos vigentes, à época.
Quando a dinastia portuguesa dos Bragança retomou o poder, em 1640,
teve conhecimento de uma sociedade frívola, que fazia vir de Portugal, professores de
etiqueta e, de Macau, serviços inteiros de porcelana chinesa, com decoração azul e
branca.
Do século XVIII até meados do século XIX perdurou estes hábitos,
quando a porcelana foi desbancada pela manufaturas francesas e alemães.